O envelhecimento nem sempre é silencioso, nem nos humanos nem nos animais. Estudos recentes demonstraram que os gatos domésticos podem desenvolver um tipo de demência com características semelhantes às da doença de Alzheimer. Alzheimer. A pesquisa não só nos permite compreender melhor certas mudanças comportamentais no envelhecimento dos felinos, mas também abre novas linhas para estudar o declínio cognitivo em humanos.
A pesquisa foi feita por Universidade de Edimburgocom o Instituto de Pesquisa em Demência do Reino Unido e a Universidade da Califórnia. Os resultados foram publicados em uma revista científica Revista Europeia de Neurociências e mostram que os cérebros dos cães idosos recapitulam os estágios iniciais da doença de Alzheimer.
De acordo com os dados citados por SciTechDailyquase metade dos gatos com mais de 15 anos apresenta pelo menos um sintoma deficiência intelectual. A maioria desses sinais é frequentemente atribuída à passagem do tempo, mas estudos indicam que existe um processo biológico específico por trás disso.
De acordo com a mídia digital Ciência e Vidano meio de comportamento Os mais comuns são ruídos noturnos sem motivo claro, confusão em locais familiares, isolamento, alterações nos ciclos de sono e perda de hábitos de higiene. Esses sinais, comuns em lares com gatos mais velhos, muitas vezes passam despercebidos.
A análise das células cerebrais permitiu identificar uma das chaves do problema. Depósitos de beta-amilóide foram encontrados no cérebro de gatos com demência, uma doença proteínas tóxicas conhecido por seu importante papel na doença de Alzheimer. Essas placas não se acumulam aleatoriamente, mas concentram-se nas sinapses, os pontos onde os neurônios se conectam. Esta pesquisa mostra que o dano afeta a comunicação entre os neurônios.

Além disso, um aspecto importante do estudo é a reação do próprio cérebro à presença de dois tipos de células, as astrócitos e microglia. Em circunstâncias normais, essas células participam da limpeza e manutenção dos circuitos neuronais por meio de um mecanismo denominado poda sináptica. Em gatos com demência, este mecanismo torna-se patológico. Os pesquisadores notaram que, próximo à placa amilóide, essas células começam a remover as sinapses afetadas. O consumo de conexões neurais é maior em gatos com sintomas psiquiátricos do que naqueles com envelhecimento saudável.
Imagens tridimensionais obtidas durante o estudo mostraram clara colocalização entre placas amilóides, sinapses danificadas e células gliais. Isto confirma que não se trata apenas de um efeito do envelhecimento, mas de um processo ativo de envelhecimento. dano cerebral associada à doença.
Da mesma forma, este ponto faz uma grande diferença. O estudo destaca que dano de sinapse não aparece no envelhecimento normal, mas especial demência. Isso reforça a ideia de que o declínio da consciência felina é uma patologia específica e não decorrente da idade.
A pesquisa tem implicações além da medicina veterinária. Durante décadas, a maior parte das pesquisas sobre Alzheimer baseou-se em ratos geneticamente modificados para desenvolver placas cerebrais. Contudo, estes modelos não reproduzem naturalmente o desenvolvimento da doença.
Os gatos, por outro lado, desenvolvem naturalmente esse tipo de demência. É por isso que eles modelo biológico mais próximo dos humanosespecialmente estudando os estágios iniciais do declínio cognitivo e a resposta imunológica do cérebro.
Portanto, o benefício é duplo. Por outro lado, melhora a visão e o controle em gatos idosos com demência. Por um lado, fornece informações valiosas para compreender melhor o início da doença de Alzheimer e o desenvolvimento humano. Portanto, o envelhecimento natural do felino pode ajudar a explicar um dos maiores desafios da medicina moderna.















