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Congresso: Promovem protestos contra Denisse Miralles, ministra da Economia, por causa do caso Petroperú

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O Congresso promove o protesto contra a ministra Denisse Miralles pela distribuição dos ativos da PetroPerú, após a aprovação do decreto emergencial 010-2025

O Congresso da República promove uma manifestação de críticas à ministra da Economia e Finanças, Denisse Miralles, após a aprovação do decreto emergencial que distribui os ativos da PetroPerú. A iniciativa, proposta esta quinta-feira pela deputada Heidy Juárez, responsabiliza as autoridades pela “destruição de ativos estratégicos” das empresas públicas e pelos danos económicos em muitas áreas, com destaque para Piura.

O documento oficial respalda o disposto no Decreto Emergencial 010-2025, que prevê a reorganização da Petroperú por meio de “métodos de melhoria considerados”. Os congressistas signatários afirmaram que esta política “abrange a destruição de bens estratégicos e a violação direta da produção de energia e da segurança nacional”.

Este decreto autoriza a transferência de 240 milhões de soles do Ministério da Energia e Recursos Minerais para cobrir despesas correntes. De acordo com este projecto de lei, os fundos atribuídos à irrigação, electrificação rural, saneamento e ligação rodoviária estão a ser sacrificados. O artigo indica que a decisão significa “ignorar o fosso social no Peru”.

A proposta indica também que a regulamentação obriga a Petroperú a transferir 144 milhões de soles para a ProInversión para gestão e venda de ativos. Os signatários defendem que a medida “reduz o valor do património da empresa, compromete as operações de longo prazo e proporciona uma ajuda inaceitável à liquidação da maior empresa estratégica do Estado”.

A moção acusa Miralles
O protesto acusa Miralles de “destruir ativos estratégicos” da PetroPerú e causar danos econômicos à área produtiva, especialmente em Piura.

O documento acrescenta que “o poder do decreto de rescindir os atuais contratos de mineração causará uma paralisia técnica dos poços no noroeste do Peru, resultando em uma diminuição irreversível das receitas dos governos locais e regionais e das universidades, especialmente na região de Piura.

O protesto alerta que a decisão unilateral sobre o contrato de serviço põe em risco a continuidade da Refinaria Nova Talara (NRT), considerada um activo estratégico nacional. A paralisação ou falha nas operações da usina pode ter impacto no abastecimento de petróleo do país e na economia do norte do Peru, segundo a iniciativa.

O artigo acusa Miralles de promover “terceirização massiva e perigosa, ameaçando a estabilidade de milhares de trabalhadores e pequenas e médias empresas (PME) que fazem parte da cadeia de valor dos hidrocarbonetos”.

Além disso, questiona a capacidade do ministro de desenvolver um plano de resgate que não envolva a entrega de recursos nacionais, e diz que o seu anúncio provocou o “colapso do valor dos títulos”.



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