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Agricultores bloquearam as ruas da Bolívia para protestar contra a retirada dos subsídios ao petróleo

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La Paz, 7 de janeiro (EFECOM).- Associações de agricultores bloquearam nesta quarta-feira as rodovias da Bolívia em protesto contra o decreto do governo para remover os subsídios ao petróleo, um protesto apoiado pela Central Obrera Boliviana (COB), a principal organização sindical cuja liderança está alinhada com o governo.

A Administração Rodoviária Boliviana (ABC) informou 19 pontos de bloqueio por “conflito social”, mas, segundo o mapa de trânsito, a maior parte deles fica no departamento de La Paz (oeste), com nove estradas fechadas, algumas ligando a outras regiões e outras à província.

Os agricultores da Federação Tupac Katari, em La Paz, mantêm a estrada com montes de terra, pneus queimados e alguns membros plantados no meio da estrada.

“Lamentamos este decreto, estamos em situação de emergência e vamos avançar com o resultado final”, afirmou um dos dirigentes na comunicação social local.

O decreto estabeleceu o preço de 6,96 bolivianos (um dólar) para o litro da gasolina especial, 11 bolivianos (1,58 dólares) para a gasolina premium e 9,80 bolivianos (1,40 dólares) para o diesel, entre outros, o que representa um aumento de 86% e 162% em relação ao preço do petróleo há mais de 2 anos.

Enquanto a ABC informou o fechamento de outras estradas nas regiões de Santa Cruz (leste), Pando (norte) e Potosí (sudoeste), onde associações de agricultores pararam na estrada e permitiram o livre fluxo do trânsito.

Para eles, os dirigentes do COB se reuniram com os ministros na Casa do Governo para iniciar a discussão sobre este decreto, depois da manhã os sindicalistas, principalmente os mineiros que trabalham para o Estado, retornaram pelo centro da cidade de La Paz, sede do executivo e do legislativo.

O presidente da COB, o mineiro, Mario Argollo entrou na Casa do Governo antes do meio-dia para se dirigir aos ministros que lideravam a reunião.

“Todos nós queremos sair do problema; a Bolívia deve vencer aqui, não os líderes ou funcionários do governo. O país está em risco aqui”, disse Argollo.

Tal como aconteceu recentemente, os manifestantes atiraram dinamite e fogos de artifício no caminho, mas não conseguiram entrar na praça Murillo, onde fica o edifício do Governo, porque um grupo de polícias vigiava o local.

O Ministro da Presidência, José Luis Lupo, garantiu que o Governo agirá “com a lei em mãos” relativamente ao bloqueio.

Da mesma forma, um grupo de vice-ministros montou uma mesa de trabalho com lideranças de outros 75 setores sociais do país, onde foram analisados ​​121 artigos do decreto.

A COB e o sindicato dos agricultores, aliado político dos governadores Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025), chegaram na segunda-feira a La Paz em uma caminhada de três dias desde o altiplano para exigir que o governador Rodrigo Paz cancelasse o decreto 5.503, em vigor desde 17 de dezembro.

Os sindicatos, unidos na COB, protestaram contra o decreto durante 17 dias. EFECOM

(foto) (vídeo)



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