Paris, 20 janeiro (EFE).- A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, foi absolvida esta terça-feira de uma queixa por difamação apresentada por uma jovem com quem se associou ao Islão radical em 2019 porque ela usava lenço na cabeça.
O Tribunal de Apelações de Paris considerou que Le Pen não cometeu um crime porque na sua declaração se referiu à prática “extrema” de uma religião e não mencionou ligações ao jihadismo ou outra violência.
“A associação com uma pessoa na prática estrita de uma religião não tem caráter prejudicial”, observou o tribunal.
Os acontecimentos ocorreram em plena campanha para as eleições europeias em que Le Pen foi candidata e a queixosa, Yasmine Ouirhane, hoje com 30 anos, foi eleita “Juventude Europeia do Ano” pela associação alemã.
Ouirhane, cujo pai é marroquino e cuja mãe é italiana, publicou nas redes sociais uma fotografia sua usando um véu com uma bandeira europeia.
Le Pen não compareceu à leitura do veredicto porque ao mesmo tempo foi interrogada noutro tribunal.
Trata-se de um tribunal de recurso pelo financiamento ilegal do seu partido com dinheiro do Parlamento Europeu pelo qual, em março passado, foi condenado a quatro anos de prisão, dois por incumprimento e cinco inabilitações, o que o impede, para já, de concorrer à presidência em 2027, onde é o favorito nas sondagens.
O autor, que realmente estava presente, vestido sem cobertura na cabeça, pode agora recorrer da sentença. EFE















