Assunção, 29 de maio (EFE).- O emprego informal no Paraguai atingirá 61,1% em 2025, representando cerca de 1.663.000 trabalhadores ocupados, informou nesta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com os resultados do emprego informal 2022 e 2025, provenientes do Inquérito Permanente aos Agregados Familiares Contínuos (EPHC) do INE, 62,5% das mulheres trabalhadoras no país trabalhavam informalmente, enquanto 58,2% dos homens.
Contudo, em termos absolutos, os homens têm maior presença no emprego informal, com cerca de 897 mil a trabalhar, enquanto as mulheres se aproximam dos 766 mil, segundo a instituição.
O relatório afirma que nas zonas rurais, cerca de sete em cada 10 trabalhadores estarão irregulares até 2025 e nas zonas urbanas seis em cada 10 trabalhadores.
A população entre os 15 e os 19 anos apresenta a maior taxa de emprego informal do país, com 89,4%, alertou o INE.
Por seu lado, os idosos (trabalhadores com mais de 65 anos) registaram um “nível anormal” em 2025, com uma taxa de 79,4%, segundo o relatório.
O menor nível de emprego informal estava na faixa etária entre 35 e 39 anos (51%).
O estudo revelou ainda que o nível de informalidade era maior entre os trabalhadores que tinham nível inferior.
Assim, a imprecisão subiu para 84,2% entre os trabalhadores com 1 a 6 anos de escolaridade e 90% para os trabalhadores sem formação educacional.
O INE também destacou que 79,8% dos trabalhadores informais recebiam menos do que o salário mínimo em 2025, que foi fixado em 2.899.048 guaranis (cerca de 473,17 dólares à taxa de câmbio atual).
Os trabalhadores ilegais são trabalhadores privados, que não estão inscritos no Cadastro Único de Contribuintes (RUC) da Direcção Nacional da Receita Tributária (DNIT) e dependentes, que não participam no sistema de pensões ou reformas, disse o INE.
A taxa de desemprego no Paraguai subiu para 5,3% entre janeiro e março deste ano, ante 3,6% registrados entre outubro e dezembro de 2025, no período anterior. EFE















