O Instituto Interamericano de Direitos Humanos, por meio de seu Centro de Assessoria e Promoção Eleitoral (Iidh/Capel), emitiu um conceito técnico satisfatório dos sistemas e processos monitorados para as eleições presidenciais colombianas de 2026, concluindo que atendem aos requisitos de segurança, controle e integridade.
O argentino Alejandro Tullio, representante da equipe de monitoramento, disse que a análise “garante que o sistema possui controles e mecanismos adequados para apoiar o processo eleitoral de forma segura, estável e contínua nas áreas examinadas”.
A declaração foi apresentada e distribuída aos cartórios do estado civil em Bogotá em 29 de maio de 2026, segundo o comunicado de imprensa do centro consultivo. A avaliação coincide com o relatório de Auditoria de Sistemas e Auditoria de Processos antes das eleições para eleição do presidente e vice-presidente.

No controlo do sistema, a equipa examinou cinco elementos: o júri, a pré-contagem e comunicação, o controlo, a confirmação e divulgação dos resultados e a infraestrutura tecnológica. O Iidh/Capel relatou que foram apoiados “sem identificar resultados críticos ou de risco moderado ou alto”.
O especialista em informática Marcelo Olivo, integrante da equipe de fiscalização, falou sobre a verificação específica do software e destacou que “uma comparação criptográfica das versões da versão lacrada de 28 de maio confirmou sua total compatibilidade com o software analisado anteriormente”.
Ao monitorar o processo, o Instituto Interamericano de Direitos Humanos indicou que os doze elementos do ciclo completo de gestão eleitoral foram classificados como satisfatórios. Entre eles, enumerou o registo de cidadãos e candidatos, biometria, boletins de voto, informação eleitoral, monitorização e controlo, pré-contagem, fiscalização, E-14 digital, acta E-11 e consolidação e notificação, e notou que não houve “busca ou revisão de irregularidades”.
A organização confirmou que os trabalhos continuam a decorrer e que a equipa permanecerá no local durante o dia das eleições, domingo, 31 de maio. A verificação da contagem, a confirmação final e a divulgação dos resultados eleitorais estender-se-ão também à fase pós-eleitoral, prevendo-se que o parecer técnico final seja divulgado depois de concluídas todas as fases do ciclo eleitoral.

O Conservador Nacional do Estado Civil, Hernán Penagos, alertou para os perigos para a segurança informática que podem surgir com a divulgação do código-fonte do sistema eleitoral, afirmando que esta informação facilitará as tentativas de violação dos programas do Registo.
Penagos em entrevista ao Rádio Azul destacou “A divulgação do código-fonte representa uma séria ameaça ao processo eleitoral colombiano”, e aqueles com acesso a estes dados poderão encontrar formas de alterar futuros sistemas eleitorais.
Os funcionários explicaram que o código-fonte inclui o sistema e o programa para pré-cálculo, análise, validação e saída do módulo de saída. Além disso, destacou que tanto os especialistas como os observadores internacionais concordam que estes dados não devem ser divulgados abertamente. Ele ressaltou que o sistema colombiano é geral: os resultados oficiais são baseados em registros físicos feitos pelos juízes, e não em softwares secundários.
O debate sobre a divulgação do código-fonte foi reavivado após a exibição pública do software eleitoral na sala de controlo do registo, onde partidos, funcionários e monitores do sistema foram questionados. Penagos garantiu que o software foi monitorado por organizações nacionais e internacionais e que nenhum outro país da região possui um sistema de monitoramento tão detalhado.

O código-fonte ainda está sob controle da equipe técnica do Cartório e o dia da eleição está nas mãos da Procuradoria-Geral da República. O acesso à sala de controle é limitado às partes e aos observadores internacionais.
O registrador informou que nas últimas eleições enfrentaram milhões de ataques cibernéticos e incidentes de hacking em sites de instituições governamentais. Para mitigar o risco, o código-fonte será protegido com uma chave de autenticação antes da eleição.
Os sistemas informatizados apoiam, mas não substituem, a contagem manual, uma vez que os resultados oficiais dependem de registos físicos. O Cartório realizou auditorias, exercícios e auditorias com a presença de organizações políticas e de fiscalização.
Penagos afirmou que qualquer alteração no software não poderá alterar a ata. Por último, argumentou que a verdadeira ameaça à legitimidade das eleições advém de práticas como a compra de votos, a coerção e o financiamento ilegal, e não do software utilizado no processo.















