O cenário político colombiano adicionou um novo elemento de polêmica após o anúncio de Yeferson Cossio, um dos criadores de conteúdo mais seguidos do país, que expressou seu apoio à candidatura de Paloma Valencia às eleições presidenciais de 2026.
O anúncio, feito em sua conta no Instagram, gerou debate nas redes sociais. O endosso ocorre poucos dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, que será realizado em 31 de maio.
Em vídeo postado na segunda-feira, 27 de abril, Cossio compartilhou com seus mais de 12,5 milhões de seguidores sua posição sobre a situação política, distanciando-se de outras celebridades e destacando sua favorita, Paloma Valencia.
A declaração de Cossio na rede social gerou debate sobre a importância dos ativistas na política colombiana – crédito @yefersoncossio/ Instagram
“Numa eleição presidencial não basta só fazer barulho e isso, tendência ou coisa parecida; não basta fazer muita coisa nas redes sociais. O que você precisa pensar é quem consegue chegar ao segundo turno e vencê-lo. Por exemplo, entre Paloma e Abelardo, gosto mais da Paloma”, disse o criador do conteúdo.
O impacto da plataforma digital é imediato. O apoio de Cossio ao Valencia se tornou um dos assuntos mais comentados, principalmente depois que o influenciador destacou: “Vi que Paloma é uma mulher forte, eloqüente, inteligente, pronta para o que está por vir, muito capaz. A Colômbia precisa de gente que realmente faça alguma coisa, faça algo de bom, Quem ganhar, queremos o melhor para o nosso país e por isso torço pela Paloma. A palavra foi amplamente divulgada, reforçando a imagem do candidato como um forte representante.
A posição de Yeferson Cossio não surpreendeu apenas pelo seu poder, mas também quando aconteceu, com campanhas e colaborações constantes. As ações de um influenciador podem influenciar a opinião de alguns públicos, devido à sua capacidade de mobilizar jovens seguidores.
A reação do público foi dividida. Um fórum aplaudiu a declaração de Cossio e a clareza com que apresentou os seus argumentos, enquanto outros utilizadores questionaram a crescente influência das celebridades na linha política.
“Yefferson Cossio é muito claro”, “nada diferente e nada menos que esse golpista”, “Cossio ganhou dinheiro com conteúdo vazio e estupidez, e agora pretende nos dar uma linha política”, “Com esse hpta estúpido, agora não voto na Paloma!”, (Sic), disseram alguns comentários na rede social.
A poucas semanas do primeiro turno para a presidência, a atividade política colombiana continua com novos endossos, como o de Yeferson Cossio para Paloma Valencia, e a publicação de estudos recentes que definem o rumo da corrida. Segundo os últimos dados do Centro Geopolítico Latino-Americano (Celag Data), o senador Valencia se confirma como o principal rival de Iván Cepeda no segundo turno.
A pesquisa, publicada no dia 26 de abril, colocou Iván Cepeda, o candidato do Acordo Histórico, em primeiro lugar na intenção de voto com 41,9%. No bloco à direita, Paloma Valencia aparece com 20,3%, mais que Abelardo de la Espriella, que chega a 19,8%. Essa diferença faz do Valencia a opção mais competitiva para enfrentar o Cepeda em uma possível segunda rodada, no dia 21 de junho.

Os dados revelam que tanto Valencia como De la Espriella concentraram o apoio dos eleitores da direita, desbancando outros candidatos do centro político, como Sergio Fajardo e Claudia López, que registam 1,6% e 1,1% respetivamente. Os demais candidatos dificilmente acrescentam o dízimo, enquanto ainda há muitos votos vazios e dúvidas, com 13,7% não escolhendo e 5% não sabendo ou não respondendo.
Na simulação da segunda volta, Cepeda mantém a vantagem, embora a distância seja encurtada quando há colisão com Paloma Valencia. O candidato da Convenção Histórica obterá 48,3% contra 38,6% de Valência. Contra De la Espriella, a diferença aumenta: de 49% para 36,1%. Este panorama destaca a capacidade de Valência em atrair o apoio do setor centrista e o menor nível de rejeição, o que o confirma como uma carta forte do grupo de oposição.
A pesquisa também mediu a percepção da gestão Gustavo Petro, registrando opiniões divididas: 49,2% dos entrevistados deram uma visão negativa, enquanto 47,4% tiveram uma visão positiva.

Mas o campo está aberto. A margem de eleitores indecisos e a cooperação nas semanas que antecedem o dia das eleições poderão mudar o quadro actual. A campanha de Valência ganhou assim um novo impulso, tanto pelo apoio dos cidadãos como pelos números que o indicam como um grande candidato à disputa pela liderança do próximo presidente da Colômbia.















