Havana, 24 abr (EFE).- Cuba viverá nesta sexta-feira um apagão permanente em todo o país, um apagão que afetará 37% da ilha no horário de pico da demanda, segundo dados da União Elétrica do Estado (UNE) elaborados pela EFE.
Na semana passada, o impacto diário máximo situou-se entre 30 e 40%, face a uma média superior a 60% entre dezembro e março, devido ao “ligeiro alívio” que, segundo as autoridades, foi causado pela chegada de petroleiros russos apesar do bloqueio energético dos EUA.
A UNE, afiliada ao Ministério de Energia e Recursos Minerais, prevê que produzirá 1.940 megawatts (MW) e a demanda máxima para o horário de pico atual será de 3.100 MW.
O défice – a diferença entre a oferta e a procura – será de 1.160 MW e o impacto estimado – que será efectivamente reduzido para evitar apagões perturbadores – atingirá 1.190 MW.
A crise energética cubana, que se agravou no verão de 2024, tem causas estruturais, especialmente o envelhecimento das centrais termoelétricas, que muitas vezes sofrem, e a falta de divisas para importar combustíveis.
A actual pressão dos Estados Unidos agravou a situação. O governo cubano insistiu que décadas de sanções pesaram sobre o setor e acusou Washington de “falta de energia”.
Hoje, nove das 16 termelétricas (responsáveis por 40% da matriz energética) do país não funcionam devido a danos ou obras de manutenção, problema que não pode ser atribuído ao bloqueio do petróleo.
Os outros 40% do mix são responsáveis pelas máquinas de produção que necessitam de petróleo e combustível, e pararam entre janeiro e março devido à pressão americana. Os 20% restantes vêm de fontes renováveis e do gás, principalmente. EFE















