Javier Herrero.
Madrid, 29 de maio (EFE).- Recém saído do Auditório Nacional do México, lendário lugar de “santificação”, La La Love You de Madrid regressa com energia renovada e um álbum que, com uma produção mais alerta e ousada, mantém o seu espírito “para sempre jovem”, perguntando-se “o que aconteceu às bandas dos anos 90”.
“Nascemos nostálgicos porque já na nossa primeira música falamos dos anos que não vivemos”, disse David Merino, um dos seus integrantes, em entrevista à EFE, sobre o quarto álbum de estúdio que bebe punhados como numa festa dos anos 60 e anda num DeLorean, como uma personagem do filme ‘De Volta para o Futuro’.
Chama-se ‘Por que você está me olhando desse jeito?’ (Subterfúgio), “um sentimento de juventude muito familiar que abandonamos anos atrás, mas La La Love You é um projeto de juventude eterna, com a sensação errada de ser adolescente”, disse o cantor e guitarrista.
“Somos um pouco estranhos nesta indústria, porque somos uma das poucas bandas que ainda entendem a música de uma forma muito orgânica, por isso gostamos de nascer na sala de ensaio antes de levá-la para o estúdio para torná-la digital”, continuou Merino, que recentemente criou La La Love You com Roberto Amor (voz e guitarra), Óscar Hoyos (bateria) e Mía (bateria).
É por isso que, quando esta formação se pergunta no final de 11 novos temas ‘Onde estão as bandas dos anos 90?’, a resposta mais óbvia é: “Nós somos essa banda”.
O único grupo espanhol com registro permanente há muitos anos na lista de streaming graças à música ‘The End of the World’ vem trabalhando “constantemente” há três anos com um movimento que girou em torno da ideia até criar as músicas “redondas”, ainda com linguagem direta, mas desta vez com uma produção mais cuidadosa (que ainda está nas mãos de Daniel Alcover) e algumas novidades.
“Eles vieram naturalmente tentando se divertir e flertar com coisas que nos são estranhas”, disse este grupo “sem preconceito” que, “por puro carinho”, entendia tanto o espanhol Álvaro de Luna quanto o colombiano Monsieur Perine e a atmosfera tropical como o argentino Miranda! e pop com sintetizadores.
A América Latina lhes dá uma grande alegria, especialmente o México, onde vieram se apresentar pela primeira vez no Auditório Nacional, que para eles é “importante pelo que significa”.
“Existe a ideia de que os artistas que lá vêm se santificam e para nós é uma experiência incrível”, disse Merino, depois de admitir que, embora em Espanha tenham tocado para mais gente noutros eventos, como na Movistar Arena de Madrid, “10.000 pessoas no México gritam como 50.000”.
Os concertos continuam e dentro de poucos dias iniciarão uma nova digressão, “a mais ambiciosa e emocionante” da sua carreira, por muitas cidades em vários continentes. A primeira parada, no dia 5 de junho, é o Festival de les Arts de Valencia, que será seguida por outras em pontos como Barcelona, no Festival Cruilla, no dia 10 de julho, ou no Festival Internacional de Benicàssim, no dia 17 de julho.















