A derrota por 3 a 1 para o Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, marcou o fim da curta gestão de Roger Machado como técnico do São Paulo, o que confirmou a crise financeira e pública que atinge o clube em 2026. A seleção brasileira enfrenta o Millonarios na terça-feira, 19 de abril, às 19h30, no estádio. Morumbi.
A demissão de Machado, horas depois do jogo, não significa apenas a busca por um novo treinador, mas também expõe as restrições orçamentárias e a instabilidade que perduram desde a saída de Hernán Crespo, que deixou o time na vice-liderança do Campeonato Brasileiro.
No ciclo de Machado, que mal chegou a 17 jogos – com registro de sete vitórias, quatro empates, incluindo um empate sem gols contra o Millonarios como visitante na terceira rodada da Copa Sul-Americana e seis derrotas.
A administração desportiva tentou apoiar o processo, sobretudo com o apoio do executivo do futebol Rui Costa, que justificou a decisão dizendo que “a continuação do processo vai aumentar a pressão externa”. Costa confirmou que a saída foi acertada após conversar com Machado e receber o apoio do presidente.
Machado assumiu o cargo sob muita pressão desde o início, por causa da frustração causada pela demissão de Crespo. Sua chegada, que protegeu principalmente Costa, não conseguiu acalmar o ânimo da torcida ou dos dirigentes.
Apesar das duas primeiras vitórias contra Chapecoense e RedBull Bragantino, a situação piorou após a derrota para o Palmeiras e as críticas continuaram por decisões táticas, como a volta ao sistema de ala aberta e a tentativa fracassada de contratação de Artur no ataque pela lateral direita.

A eliminação precoce da Copa do Brasil teve impacto imediato na continuidade técnica, embora o time esteja atualmente em quarto lugar no Brasileirão e lidere o Grupo C da Copa Sul-Americana. Segundo as palavras do próprio Rui Costa recolhidas por Gê Globo: “O futebol é muito dinâmico e sempre impacta. É um resultado inesperado considerando o tamanho do São Paulo”.
Conseguir contratar Dorival Júnior como substituto representa um desafio financeiro significativo. O presidente do clube, Harry Massis, admitiu em voz vazada que o salário de Dorival, estimado entre “2,8 a 3 milhões de reais por mês”, é considerado muito alto se comparado à situação atual do São Paulo.
Ge.globo.com informou que a diretoria colocou o técnico do ex-campeão da Copa do Brasil 2023 no clube como “prioridade”, embora saiba que será difícil igualar a oferta salarial que recebeu na última passagem pelo Corinthians.
O clube ainda deve 3,2 milhões de reais a Dorival Júnior em sua última etapa antes de comandar a Seleção Brasileira, época que também viu James Rodríguez na instituição paulista.















