Granada, 17 abr (EFE).- A Associação Andaluza de Direitos Humanos (APDHA) acusou o Vox de provocar o caos registado quinta-feira em Granada ao encorajar os seus seguidores a avançarem contra os manifestantes que se concentraram perto do local do comício do seu líder, Santiago Abascal, e estudaram o crime.
Em comunicado, a APDHA condenou o grave incidente registado nas imediações da Catedral de Granada e que originou confrontos e acusações contra a polícia, incidente que resultou na libertação temporária de um preso.
A organização responsabilizou o Vox pela ação e confirmou que a multidão estava exercendo seu direito ao protesto pacífico.
“A situação do conflito surgiu do apelo do líder superior da plataforma ao movimento”, disse a APDHA, acrescentando que Abascal disse que o movimento não começará até que os manifestantes sejam expulsos da zona.
Para a APDHA, estas declarações são um apelo direto ao confronto direto com as pessoas que exercem direitos fundamentais.
“A alteração da ordem pública não pode ser atribuída à presença de um protesto pacífico, mas sim à decisão de forçar a deslocalização deste protesto mobilizando o público do acontecimento político”, acrescentou a organização andaluza.
Assegurou ainda que, com o material de vídeo do incidente, puderam mostrar que os seguidores do movimento Vox se dirigiam para a concentração, sendo o momento de maior tensão a aproximação dos manifestantes.
A organização alertou para a especial importância da informação sobre as ações das pessoas ligadas à segurança do movimento.
Relativamente à intervenção da polícia, a APDHA considerou que o incidente em Granada mostra uma mudança radical na ordem pública onde se tentou lidar com a acção política com manifestações pacíficas através de movimentos de pressão e confrontos directos.
Com essa informação, a organização anunciou que estuda ações judiciais, inclusive criminais, para esclarecer a possível responsabilidade pelas ações. EFE
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