A chegada de helicóptero do candidato presidencial Abelardo de la Espriella à recente Cimeira de Governo realizada na Universidade de La Sabana, perto de Bogotá, suscitou críticas e debates no mundo eleitoral.
Vários participantes tiraram fotos de De la Espriella descendo no campus de Chía e levantou questões sobre a utilização deste tipo de transporte em campanhas políticas. Repórteres Camila Zuluaga e Lina Sandoval—Rádio Azul– abordou o tema durante a discussão no evento, questionando a importância e a origem dos recursos utilizados pela campanha de aluguel de helicópteros.
O Movimento Defensor da Pátria, que apoia a candidatura presidencial de De la Espriella, respondeu às críticas e defendeu a legalidade das decisões e gestão do financiamento de campanha. Em comunicado divulgado por O ArautoA campanha de De la Espriella insistiu que a organização de toda a eleição foi baseada na “total transparência e independência financeira”.

Segundo as informações, o candidato financiou tanto a petição quanto o funcionamento geral de sua campanha presidencial, mas não recebeu doações de terceiros ou de fora. O evento explicou que todas as despesas – incluindo passeios de helicóptero – são custeadas pela propriedade de Abelardo de la Espriella..
Além disso, a campanha conta com uma única conta bancária e uma única fonte de recursos, sob a supervisão de uma auditoria internacional independente que verifica o cumprimento dos limites e padrões exigidos pela lei eleitoral.
Quanto à utilização de helicópteros, a resposta oficial afirmou que a decisão se baseou em razões de segurança. O comunicado afirma que De la Espriella enfrenta um alto nível de ameaça no atual processo eleitoral, se o sistema de segurança do Estado estiver entre os mais moderados dos candidatos. Por esta razão, as viagens aéreas são apresentadas como um meio de proteger a sua integridade, não ultrapassando os limites legais ou causando luxos desnecessários.

A questão da utilização desta ferramenta torna-se mais importante porque De la Espriella se apresentou como um candidato independente e estrangeiro que não recebe doações de grandes grupos económicos, que dizem financiar os seus projectos com recursos próprios.
O Movimento para a Proteção do País alerta que a Colômbia atravessa momentos difíceis em termos de segurança política, com um histórico recente de violência contra candidatos e líderes sociais. Nesse sentidochamou a atenção para a importância de priorizar a vida e a integridade dos candidatos na disputa, além da polêmica sobre o modo de transporte.
O episódio também revelou um conflito dentro da equipe de campanha. Durante a sua estada na Huíla, o candidato a Vice-Presidente José Manuel Restrepo — Fórmula De la Espriella e antigo Ministro das Finanças — Ele disse à mídia que “não irá de helicóptero”, em uma aparente crítica ao uso de aeronaves pela atual vice-presidente Francia Márquez.. Restrepo, que defendia o modelo de ajuste fiscal e redução do Estado, tentou se diferenciar dos rivais dizendo que sua campanha seria mais dura.

No entanto, sectores pró-Governo e analistas como o jornalista Daniel Coronell apontaram as contradições no discurso da oposição: Restrepo critica a utilização do helicóptero oficial pelo Vice-Presidente, enquanto o seu candidato presidencial viaja num avião privado.
Coronell achou que a promessa de Restrepo era mais um gesto retórico do que uma proposta coerente, e criticou que a ira da oposição se torna mais activa quando funcionários fora da elite habitual utilizam o transporte aéreo.















