Taipei, 17 abr (EFE).- Um grupo de senadores norte-americanos anunciou que a venda de armas a Taiwan poderá ser anunciada “na próxima semana”, o que poderá coincidir com a reunião agendada em Pequim entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump.
O acordo, que ainda não foi notificado ao Congresso, inclui um sistema anti-drones, um sistema de comando de batalha unificado e armas de médio alcance para fortalecer as defesas aéreas da ilha, disseram os legisladores numa carta enviada a cinco membros do Parlamento de Taiwan e divulgada na quinta-feira.
A carta foi assinada por Jeanne Shaheen, membro do Partido Democrata da Comissão de Relações Exteriores do Senado, bem como pelo democrata Jacky Rosen e pelos republicanos John Curtis e Thom Tillis, que visitaram Taiwan no final de março.
“O Congresso dos EUA está totalmente comprometido com a entrega oportuna de capacidades críticas a Taiwan e esperamos que a venda pendente seja anunciada nas próximas semanas”, disseram.
Os senadores também instaram o Parlamento da ilha a aprovar um orçamento especial de defesa de 1,25 triliões de dólares de Taiwan (39,592 milhões de dólares) que “permite não só a aquisição de equipamento americano, mas também a produção mais rápida de capacidades assimétricas no país”.
Este projecto, apoiado pelo Governo de Taiwan e apoiado pela Administração dos EUA, foi bloqueado durante meses pelos dois principais partidos da oposição, o Kuomintang (KMT) e o Partido Popular de Taiwan (PPT), que têm uma minoria de assentos.
“Pequim está a testar os limites do que pode fazer através da agressão militar transfronteiriça e da pressão política unilateral. Nada enviará um sinal mais claro de prontidão agora do que o investimento de Taiwan numa dissuasão a longo prazo baseada na produção local”, confirmaram os legisladores dos EUA.
A carta foi divulgada menos de um mês antes de um possível encontro entre Trump e Xi em Pequim, uma visita que os republicanos tinham planeado para o final de março, mas adiada por causa da guerra no Irão.
Entre os assuntos que poderão ser discutidos na reunião está a venda de armas para Taipei: num telefonema no início de fevereiro, Xi apelou a Trump para “ter muito cuidado” no envio de armas para Taiwan, lembrando que a ilha é a “primeira linha vermelha” nas relações entre as duas potências.
O Wall Street Journal informou mais tarde, citando autoridades dos EUA, que Washington suspendeu a aprovação de um importante pacote de armas para Taiwan por medo de que a medida pudesse pôr em risco a cimeira Trump-Xi.
Em todo o caso, o Governo dos EUA notificou o Congresso em Dezembro passado da venda de oito armas a Taipei, no valor de aproximadamente 11,1 mil milhões de dólares, o que representa a maior venda de armas à ilha até agora. EFE















